Sunday, June 7, 2009

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Planeta Terra em perigo

 Sofia Vale

Vila-Cova

4750-864 Barcelos          


 

7 de Junho de 2009

 Caros cidadãos

 

 

Dia após dia o nosso mundo transforma-se. As árvores dão lugares a carros, as florestas a estradas… os espaços verdes diminuem com o acréscimo da poluição. Somos confrontados com esta dura realidade pela televisão, jornais, rádio, cartazes… Reflectimos. Concordamos. Esquecemos.

Depositamos as culpas nas grandes fábricas que lançam excessivos poluentes para a atmosfera, contudo não nos lembramos que o simples acto de deitar um papel ao chão contribui igualmente para que esta catástrofe cresça a um ritmo alarmante.

O Homem está a destruir o seu único habitat: a Terra. Todos nós nos preocupamos com o nosso planeta, todos queremos torna-lo num mundo melhor. Não podemos apenas concordar. Temos que agir, e rapidamente. Apenas assim conseguimos transformar o planeta de novo num lugar bom para viver.

 

Com as melhores saudações

Sofia Vale

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Saturday, June 6, 2009

Uma vida

Lá fora, soprava um vento fraco incapaz de agitar os campos verdes, cobertos de flores. Os pássaros esvoaçavam pelo azul do céu, de vez em quando uma nuvem cobria parcialmente o sol, escurecendo um pouco o dia. As árvores vestiam-se novamente com folhas verdes, com esperança que desta vez o Outono não as levasse.

Olhei em meu redor, o comboio enchera-se. Alguém me tocara no ombro, olhei para trás. Era uma rapariga de estatura média, tinha cabelos castanhos, encaracolados. Supus que fosse de raça africana, pois o seu tom de pele era muito carregado.

- Posso? - Perguntou timidamente.

- Sim, senta-te.

-Gosto muito deste sítio,  a paisagem é maravilhosa. – Disse num tom de conversa

- Infelizmente não a posso apreciar, sou cega desde dos 9 anos…- respondeu um pouco triste

- Desculpa, não me tinha apercebido.

- Não faz mal, fui-me habituando a ser assim…diferente.

Lá fora a bela paisagem corria, o comboio tinha partido.

-Até aos 8 anos vivi em Moçambique com os meus pais, vim para Portugal com o meu padrinho para fazer um tratamento, pois a minha visão piorava de dia para dia. Contudo os médicos disseram que já não havia nada a fazer. O sol quente de Moçambique tinha se tornado meu inimigo. Apesar de tudo era o meu sonho lá voltar.

- E os teus pais continuam lá?

-Ninguém sabe. Em Moçambique os dias são vividos um de cada vez. Lembro me que todas as semana percorria muitos quilómetros com a minha mãe e com outras mulheres, para buscar água. Enquanto o meu pai ia com os outros homens trabalhar para campos, pertencentes a uns “senhores muito ricos” como me dizia a minha mãe quando eu era pequena.

-E tens saudades desses tempos? - Perguntei confuso

- Não tenho saudades de viver como lá vivia, pois tínhamos poucas condições. Mas tenho saudades da maneira como lá é encarada a vida. Vivemos um dia de cada vez. Cá as pessoas passam a vida a correr e não tem tempo para as coisas realmente importantes.

O comboio tinha parado numa estação, os verdes campos desapareceram. Lembrei-me que não sabia o seu nome. Olhei para a sua direcção, o banco encontrava-se vazio. Os meus olhos percorreram todo o comboio, mas não havia sinal dela. Olhei para fora, avistei-a já longe. Caminhava lentamente, como quem aprecia uma bela paisagem.

Sorri. Sentia-me uma criança numa história incompleta, onde ainda havia muito para ser vivido. De novo a paisagem corria contudo, agora aproveitava cada imagem, cada momento, cada segundo, pois apercebi-me que apenas viveria uma única vez.


 

 

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Banda Desenhada

Elaborei uma banda desenhada sobre o Principezinho, aqui.

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Thursday, June 4, 2009

Extraterrestre

New York, 20 Dezembro de 2012

Queridos familiares,

Amanhã é o grande dia, depois de meses de pesquisa vamos finalmente a Marte à procura dos E.T.`s. Talvez esta seja a viagem mais importante em toda a minha vida. Com esta iremos poder contactar com outros seres, de outro planeta.

Tenho muitas saudades vossas, mas com muita pena minha não irei passar convosco o natal.

Desculpa Gonçalo, prometo que passarei contigo a Pascoa e levarei comigo daquelas pastas de chocolate que tanto gostas! Porta-te bem e não chateies muito a Mamã.

Luís



 

Uma lágrima rolou-lhe pela face até ao canto da boca. Não compreendia como o pai tinha sido capaz, Adiou novamente a sua chegada! Estava farto de promessas que o pai não era capaz de cumprir!

Correu para o quarto e deitou-se na cama. Já não via o pai há 5 meses, continuava em New York á procura de seres inexistentes. Era tudo culpa deles, aqueles malditos E.T.´s! Se um dia visse um diria lhe que são seres horríveis, feios e que ninguém gosta deles e que não tem sentimentos, pois se tivessem saberiam quanto dói a saudade, e não permitiriam a ausência do pai. Se ao menos existissem…

Gonçalo nunca acreditou em E.T.´s contudo nunca teve coragem de o dizer ao pai, apesar de tudo gostava muito dele e não o queria magoar.

Uma luz intensa invadiu lhe o quarto, e de repente apareceu um ser verde, com três olhos quatro braços e cinco pernas.

Gonçalo estremeceu…

 

 

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