Tuesday, February 24, 2009

Deus quer, o Homem sonha a obra nasce…

Mais um dia, igual a tantos outros. Uma luz incide sobre a secretária já suja de tinta, atravessando uma pequena janela. Estamos desanimados, já passaram muitos meses depois da partida. Os alimentos estão escassos, Vasco da Gama já reduziu a quantidade para cada dia. Alguns marinheiros já faleceram, as doenças provocadas devido a falta de higiene e de vitaminas são muitas. As saudades apertam, a distância magoa, fomos invadidos por tristeza e desespero, dava tudo para voltar atrás, junto da minha família.

                - Chegamos! Índia!

Não acreditava, já mo tinham dito há uma semana e nada passava de uma ilusão. Contudo levantei-me e saí do convés. Os marinheiros riam, cantavam e dançavam. Subi ao mastro…era mesmo verdade, estávamos a chegar, a menos de uma légua. Juntei-me ao resto da tripulação e agradecemos á divina guarda.

Estávamos muito perto, paramos o desembarque. Vasco da Gama foi o primeiro a pisar a areia morna, as ondas refrescavam-nos os pés cansados. Não estávamos sós uns índios espreitavam desconfiados a uns metros. Um cheiro diferente mas agradável dançava com o vento, talvez uma especiaria por nos ainda desconhecida. Olhamos em nossa volta. Uma pequena aldeia espreitava por entre árvores. As casas eram construídas com palha, uma pequena fonte onde crianças negras brincavam, as mulheres preparavam o jantar. Tudo era tão diferente… O sol pôs-se, o seu ultimo raio iluminou os nossos corações. Conseguimos, finalmente chegamos á índia.

Posted by su in 18:59:10 | Permalink | Comments (1) »