Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

Acordei depois de uns dias…

 

Acordei depois de uns dias...estava deitada numa cama muito mole, parecia feita de penas, olhei em minha volta e conclui que aquele não era o meu quarto, quando me resolvi levantar daquela cama fofa, algum bateu à porta, cobri-me novamente e fingi que dormia.

-Ainda dorme -disse alguém com uma voz fina.

-Acordamo-la? Perguntou outra mais grave.

-Não, é melhor deixá-la descansar -respondeu a voz fininha.

Quando ouvi a porta bater abri um olho muito devagarinho, depois o outro como já não estava ali ninguém levantei-me e abri um pouco a porta de tal modo que pudesse espreitar. Para meu espanto só via portas e o mais esquisito era que estavam no ar, pousadas sobre o nada. Fechei novamente a porta e olhei em minha volta para ver se conseguia compreender onde estava. Em cima de uma secretária estava um pau preto e uma vassoura. Quando ia a pegar nela...

-Olá!

Dei um salto e virei-me, á minha frente estava um rapaz com mais ao menos a minha idade de cabelos castanhos compridos, e olhos verdes a sorrir para mim.

-Olá, podes dizer-me onde estou?

-Estás no mundo da fantasia, onde podes fazer e ser o que quiseres. Mas agora despacha-te, veste o teu fato pões o chapéu trás a vassoura e o pau mágico.

-Mundo de fantasia? O meu fato? - Explica lá isso melhor.

O rapaz dirigiu-se para o guarda-fatos tirou de lá um fato preto e pouso-o em cima da cama.

-Veste lá isso depois eu explico-te.

Saiu e fechou a porta. Vesti o fato negro pus o chapéu peguei na vassoura e no pau mágico e abri a porta.

- Segue-me - disse ele

- Mas como? Não há chão.

- Como quiseres. Se quiseres andar anda, se preferires voar voa se quiseres vir de barco fá-lo aparecer com o teu pau mágico...

Fiquei um pouco confusa mas avancei a andar normalmente, quando cheguei ao pé dele olhei em minha volta e eu estava realmente a andar sobre o ar sem cair.

-É verdade não me apresentei, sou o Ângelo

-E eu sou a...

-Já sei...és a Mariana e tens 16 anos...

-Como é que sabes?

-Sou bruxo e também teu professor, agora vais aprender a voar e a fazer magia...

Abriu uma porta e entramos. Estávamos num campo com relva e flores. Começou então a explicar:

-Tu estás num mundo de fantasia, como vocês humanos dizem estás a sonhar, por isso tu consegues fazer tudo basta quereres e acreditares em ti mesma.

Não estava muito convencida com o que tinha ouvido, mas sentei-me na vassoura e disse baixinho:

- Voa vassoura voa...

Mal acabei de o dizer estava a voar no céu como um pássaro.

Depois de horas de diversão a voar e a fazer magia o Ângelo chamou-me:

Não te trouxe aqui só para te divertires, com isto quero que compreendas que podes sonhar, nunca coloques um ponto final nos teus sonhos, coloca-lhes antes uma vírgula para teres tempo de voltar á realidade mas não lá permanecer. sempre sonhas-te em ser uma bruxinha para poderes voar e fazer magia, as fadas e os elfos ajudaram-te a concretizar esse sonho, mas nem sempre te podemos ajudar, tens que ganhar confiança em ti mesmo e ultrapassar todos os obstáculos para tornar os teus sonhos em realidade ...ade....ade...ade...

- Mariana! Levanta te que já estas atrasada...

Era a minha mãe...saltei da cama e vesti-me, estava confiante que iria, mais tarde ou mais cedo realizar todos os meus sonhos...




                                                     FIM

Escrito por su em 17:57:48 | Link permanente | Comments (1) |

Domingo, 06 de Janeiro de 2008

Resumo do livro:”Sexta-feira ou a vida selvagem”

Robinson partiu com a tripulação para a América do sul, deixando a sua família. Tudo corria bem até que houve uma tempestade e o barco naufragou.

            Robinson o único sobrevivente do Vrigínia  acordou deitado numa praia de uma ilha deserta. Alimentou-se de ovos, ananás selvagem, marisco, cocos…ele tinha esperança que não tardara que um barco aparecesse a sua procura mas passaram dias e dias e nada. Resolveu então construir um barco, foi buscar algumas ferramentas ao Vrigínias antes que se afunda-se por completo e meteu mãos á obra. Meses depois deu por terminado o barco, mas tinha lhe passado um pormenor, que se tornaram num grande problema. Construiu o barco numa falésia alta, e não tinha força de o empurrar para a agua. Com este desgosto meteu-se numa poça de lama, lá imaginava-se um bebé num berço e pessoas a olharem para ele, passava lá horas e horas.

            Com o tempo compreendeu que a lama lhe fazia mal e que a única solução era o trabalho. Construiu uma espécie de casa e semeou cereais, arroz… criou também leis para a ilha a quem deu o nome de esperança.

 Passando alguns dias apareceu o seu cão Tenn que sobreviveu ao naufrágio do Vrigínia.

Passaram alguns anos e nenhum barco aparecia, ate que um dia Robinsons salvou um índio que estava a ser perseguido por outros 2 acusado de algum mal que afectou a sua tribo, uma tempestade, morte ou simplesmente uma má colheita.

Robinson deu-lhe o nome de Sexta-feira e tornaram-se amigos. Robinson era o amo de Sexta-feira, logo mandava em Sexta-feira que por sua vez obedecia grato por lhe ter salvo a vida.

Assim foi durante muitos anos até que um dia houve uma explosão e toda a colheita e alimentos que tinham armazenado foi pelo ar. A partir dai era Sexta-feira que comandava o “jogo”, todo se tornara mais simples para os amigos.

Passaram anos e anos e os amigos vivia felizes na sua pequena ilha Sperança, ate que para seu espanto receberam visitas, Robinson reconheceu a bandeira inglesa. Depois de algum tempo de conversa descobriu que estavam no dia 22 de Dezembro de 1787, ou seja já tinham passado 28 anos após o naufrágio do Vrigínia. Robinson recusou o convite do capitão, e resolver que iria ficar na ilha Sperança com Sexta-feira.

No dia seguinte a tripulação do barco inglês já tinha partido e robinson foi a procura de Sexta-feira. Lembrou-se então o quanto Sexta-feira ficara fascinado com o barco, conclui desesperado com medo da solidão que Sexta-feira devia ter partido com eles.

Robinson queria morrer e os abutres á sua volta tinham-no adivinhado. Procurou a entrada da gruta e ai apercebeu-se que não estava só, o menino maltratado do barco tinha fugido para a ilha.

Robinson tinha encontrado forças para viver, sexta-feira ensinara-lhe a vida selvagem e partira, mas Robinson não estava só, tinha agora aquele menino com cabelos tão vermelhos como os seus, onde via um pequeno irmão que nunca tivera.

Escrito por su em 11:21:42 | Link permanente | Comments (2) |