A aia 
Era uma vez um rei que partiu para uma batalha, deixando sua mulher e seu filho que era ainda muito pequeno. Um dia um dos seus soldados trouxe a trágica noticia que o rei tinha morrido, então a rainha chorou muito, por ter perdido o marido mas também porque sabia que o seu filho corria perigo pois o tio do seu filho queria dominar todo o reino e todo o seu valor. Num palácio também vivia uma escrava que tinha dado a luz no mesmo dia da rainha, e por isso era ela que dava de mamar ao filho e ao seu princepezinho.
Certa noite a aia (escrava) ouviu um barulho e apercebendo-se de que era o tio que vinha para matar o princepezinho pegou no seu filho e desesperada deitou-o no berço de marfim e deitou o seu princepezinho no berço de verga. Os soldados entraram no quarto e levaram o menino deitado no de marfim e mataram-no.
A rainha ficou desesperada mas quando viu o seu filho de berço de verga chorou de tristeza e alegria. Para recompensar a escrava, levou-a a uma sala cheia de riquezas para ela escolher tudo o que quisesse. A aia agarrou um punhal de esmeraldas e gritou "Salvei o meu principie, agora vou dar de mamar ao meu filho!" e cravou o punhal no coração.
-FIM-
O tesouro
Eram uma vez três irmãos Rui, Rosbal e Guanes, que eram muito pobres. Numa manha foram juntos até a mata, para caçar. Encontraram então um cofre de ferro ceio de ouro, com três chaves. Pensaram, e resolveram que Guanes iria a cidade buscar sacos de couro para transportar o ouro sem ninguém saber. Guanes subiu para a égua e levando uma das chaves dirigiu-se para a cidade.
Rui e Rosbal com queriam o ouro só para si dicidiram matar o Guanes. E assim foi, quando ouviram a égua, rui prendeu-a pelo freio, Rosbal espetou uma espada na garganta de Guanes arrancaram lhe a chave. Rosbal depois de ter matado o irmão foi lavar-se pois estava salpicado por sangue. Rui então surateiro deu-lhe um galpe no coração, apoderando se da chave, agora tinha o ouro só para ele. Foi buscar as duas garrafas de vinho que Guanes trouxera e bebeu uma inteira.
Poucos segundos após o estômago começou lhe a "arder",foi beber agua mas aquilo não passou, então percebeu que Guanes tivera a mesma ideia, de matar os irmãos e tinha posto veneno no vinho.
-FIM-
Frei Genebro
Em tempos que já lá vão, havia um frade chamado Genebro. Frei Genebro era uma pessoa bondosa, pois ajudava-os pobres, animava os tristes...
Um dia frei Genebro partiu para viagem, e ao passar por umas ruínas lembrou-se de um velho companheiro de seminário, frei Egídio que vivia lá perto. Quando chegou a casa de frei Egídio deu com ele na cama doente. Frei Egídio pediu-lhe um pedaço de carne de porco. Então frei Genebro pegou numa faca e muito caladinho cortou uma perna a um porco de um rebanho por onde tinha passado. Assou a perna de porco e deu-a ao seu amigo. De seguida posse a caminho, continuando a fazer boas acções.
Mas um dia frei genebro, morreu. Então os anjos levaram-no para o céu, pois cada boa acção transformava-se numa luzinha e eram tantas luzinhas...de repente apareceu um buraco negro, os anjos arregalaram os olhos, era um porquinho, que sofria por ter uma perna cortada. Apareceu então a mão de Deus, que pegou na alma de frei Genebro e deitou a no purgatório.
-FIM-
Civilização
Era uma vez um senhor chamado jacinto que nasceu e vivia num palácio. Era tratado como um rei, no palácio não lhe faltava nada. Tinha uma biblioteca cheia de livros e invenções; uma sala com maquinas sofisticadas; na sala de jantar tinha cadeiras confortáveis... não lhe faltava nada mas mesmo assim era infeliz pois queria inventar novas máquinas e o trabalho era muito.
Numa primavera o senhor jacinto resolveu ir ao seu solar de Torges. Durante sete semanas preparou a viagem, escreveu para lá uma carta a mandar arranjar a arranjar as paredes o teto...por fim partiram.
Quando entraram em casa, o senhor jacinto achou tudo horroroso por não ser de luxo, mas com o tempo foi-se habituando e a noite quando olhava para o céu conseguia ver as constelações que na cidade não via por causa dos altos prédios.
Já passavam quatro e jacinto ainda vivia em Targes...ele até já conhecia o cantar dos pássaros...
Um dia um amigo que vivia com ele foi á velha casa do senhor jacinto buscar uns livros, os livros estavam cobertos de pó e o seu amigo ao ver tantas invenções riu-se. Para que as invenções? Em Torges tinha tudo o que precisava: paz, alegria, felicidade...
-FIM-
O suave milagre 
Nesses tempos ainda Jesus não tinha saído da galileia, mas os seus milagres já chegavam a outras terras.
Numa terra havia um senhor chamado Obed, que tinha muitos rebanhos e vinhas. Mas um dia um vento arrasador matou o seu gado e as suas vinhas secaram. Quando ouviu falar de Jesus e dos seus milagres, com as esperança que Ele salva-se o seu gado e as suas vinhas, ordenou aos criados que o procurassem Jesus. Procuraram muito mas não O encontraram.
Sétimo era um centurião romano que ao ouvir falar em Jesus mandou os seus soldados procurar Jesus, pois a sua filha estava muito doente, perto da morte. Os seus soldados procuraram muito mas não encontraram Jesus.
Numa cabana vivia uma pobre viúva com um filho aleijado. Quando ouviram falar dos milagres de Jesus, o filho pediu á mãe para ver Jesus. A mãe explicou-lhe ele não o podia ver, pois até Obed que era muito rico e sétimo que era muito forte o procuraram mas não o encontraram, por isso ela também não o iria encontrar. O menino muito triste mas sem perder a esperança disse á mãe que queria ver Jesus, então a porta abriu-se e Jesus apareceu.
-FIM-
O defunto
Era uma vez um senhor chamado D. Rui que todos os domingos ia rezar á nossa senhora do pilar. Também ia aí D. Leonor, conhecida pela sua beleza, e pelo D. Afonso seu marido muito ciumento. Um dia D. Rui apaixonou-se por D. Leonor. Logo a aia de D. Leonor foi contar a D. Afonso, que ficou tão ciumento que mudou de casa com D. Leonor. Foram viver para uma quinta longe, mas mesmo assim D. Afonso não descansou. Certa noite d. Afonso obrigou D. Leonor a escrever uma carta para D. Rui, a dizer para á noite vir a casa de D. Leonor pois seu marido estava ausente. A carta não demorou muito a chegar ás mãos de D. Rui.
Na noite marcada D. Rui foi a cavalo para casa de D. Leonor, ao passar por os enforcados um falou-lhe, pedindo que lhe cortasse a corda, D. Rui assim o fez. O enforcado disse-lhe que iria com ele até casa de D. Leonor pois daria lhe boa recompensa. Quando chegaram a casa de D. Leonor o enforcado tirou-lhe o chapéu a e a capa, e transformando-se nele subiu as escadas, e quando chegou a janela D. Afonso espetou-lhe uma adega no peito. D. Rui percebeu a traição, mas uma nova maravilha, o enforcado levantou-se e correndo para o cavalo disse "a cavalo senhor, isto não era um encontro de amor mas sim de morte" então os dois em cima do cavalo fugiram. Quando chegaram a forca o enforcado pediu-lhe que o pendurasse. De seguida D. Rui foi para casa.
Na manha seguinte D. Afonso foi a sua antiga terra saber das novidades pois não encontrava D. rui no seu jardim, mas não havia novidades, só uma, tinha aparecido um enforcado com um adega espetada no peito. D. Afonso foi ver o enforcado e para seu espanto era a sua adega espetada no peito do enforcado. Mais tarde D. Afonso com a consciência pesada morreu.
Foi em 1475 que d rui e D. Leonor casaram