Este livro conta-nos uma maravilhosa historia sobre um gato, Zobras que vivia no porto de Hamburgo.
Na varanda o gato encontrou uma Gaivota que tinha sido apanhada por uma maré negra e com a suas ultimas forças pos um ovo e pediu que o gato prometesses que não comia o ovo, que o chocava e criava a gaivotinha e que a ensinava a voar. Zobras vendo a aflição da mãe gaivota perto da sua morte, prometeu-lhe.
Com a ajuda dos seus amigos, Secretário, Sabetudo, Barlavento e Colonello, atravessando algumas dificuldades chocou o ovo e criou a gaivota, deram-lhe o nome de Ditosa. Só lhe faltava cumprir a ultima promessa, ensinar-lhe a voar. Consultaram as enciclopédias de Sabetudo, mas essas não os ajudaram muito. Restava-lhe uma hipótese, quebrar o tabu e miar com um humano, na língua deles (Os gatos do porto sabia muitas línguas).
Fizeram uma lista e finalmente decidiram-se por um humano, um poeta, ele podia não saber voar, mas com as palavras voava mais alto que qualquer pássaro. Zobras miou com o poeta, o humano pensava que estava a sonhar, mas como estava a gostar do sonho aceitou a proposta de ensinar a gaivota a voar.
Era meia-noite e chovia torrencialmente, o humano pegou no gato e na gaivota e subiram os três a alta torre de Hamburgo.
O Humano pousou a gaivota no varandim e Zobras encorajou-a. Ditosa abriu as asas e respirou fundo, lançou-se para o ar e desapareceu humano e Zobras temeram o pior, mas um pouco mais longe apareceu Ditosa num voo magnifico, voando sobre os barcos do porto agradeceu a Zobras tudo em que ele lhe tinha ajudado.